quarta-feira, 5 de março de 2014

Os Leigos continuam procurando seu apostolado



Muitas pessoas se enganam sobre a figura do leigo na Igreja e na sociedade.
Por causa de um vicio de linguagem, provavelmente de origem coloquial, atualmente se tem a idéia de que o leigo é alguém que não tem conhecimento sobre determinado assunto.
No entanto, isto é um erro, pois todos nós que não fazemos parte do clero da Igreja somos leigo.
Mas é um erro que possui um porquê.
Ao longo dos últimos 50 anos nós Leigos temos nos distanciado cada vez mais do catecismo.
No dia-a-dia das paróquias é cada vez mais nítido o desconhecimento dos leigos.
Tirando algumas poucas exceções, é cada vez mais raro encontrar algum leigo que saiba qual é a hierarquia dos anjos ou quais são as cinco vias para prova da existência de Deus.
Acredito que seja difícil encontrar até quem tenha pleno conhecimento dos 10 Mandamentos da Lei de Deus.
Então, vemos que a ligação do leigo atual com o sinônimo utilizado para definir alguém que não tem conhecimento sobre determinado assunto não surgiu por acaso.
O mais estranho é termos caminhado para este formato de leigos após o Concilio Vaticano II, o qual fez questão de formalizar o papel do leigo na Igreja.
Costuma-se dizer com freqüência que, durante os quatro últimos séculos, a Igreja foi exclusivamente “clerical”, por reação contra a crise que, no século XVI, pretendera chegar à abolição pura e simples da Hierarquia.
Este argumento está de tal modo longe da realidade quando foi precisamente desde o santo Concílio de Trento que o laicato tomou posição e progrediu na atividade apostólica.
Sendo assim, o que se tem observado é que os leigos ainda estão confusos com relação a sua função na Igreja.
E diante desta confusão temos observados alguns absurdo, como alguns que pretenderam igualar, nivelar, laicato e sacerdócio.
E esta clericalização do laicato acaba por fazer com que alguns leigos queiram ocupar o lugar do padre na paróquia.
Poder-se-ia afirmar que todos são igualmente chamados ao apostolado na acepção estrita da palavra? Deus não deu para tanto a todos nem a possibilidade, nem as aptidões. A vocação de apóstolos não se destina portanto a todos.
É fora de dúvida que o apostolado dos leigos está subordinado à Hierarquia Eclesiástica; esta é de instituição divina; não é portanto possível independer dela. Pensar de outro modo seria solapar pela base a rocha sobre a qual o próprio Cristo edificou a sua Igreja.
De maneira geral, no trabalho apostólico é necessário que exista uma cordial harmonia entre Sacerdotes e leigos. O apostolado de uns não é concorrência ao de outros.
As tarefas da Igreja são hoje demasiado vastas para permitirem que as pessoas se entreguem a disputas mesquinhas.
E, nas palavras do Papa Paulo VI: as condições actuais exigem deles absolutamente um apostolado cada vez mais intenso e mais universal.
Então, o ideal seria assumirmos o verdadeiro papel de Leigo e deixamos o Clero assumir seu real papel.
E Nosso Senhor Jesus Cristo sendo a Cabeça da Igreja o Padre está na figura de Cristo, fazendo de nós os membros deste corpo místico que não pode pretender ser a cabeça se não tem vocação para tal.
Por isto devemos respeitar a hierarquia constituída por Nosso Senhor e atender nossa vocação de Leigos auxiliando, cooperando, servindo, trabalhando, estudando, etc.