Muitas pessoas se enganam sobre a figura
do leigo na Igreja e na sociedade.
Por causa de um vicio de linguagem,
provavelmente de origem coloquial, atualmente se tem a idéia de que o leigo é
alguém que não tem conhecimento sobre determinado assunto.
No entanto, isto é um erro, pois todos
nós que não fazemos parte do clero da Igreja somos leigo.
Mas é um erro que possui um porquê.
Ao longo dos últimos 50 anos nós Leigos
temos nos distanciado cada vez mais do catecismo.
No dia-a-dia das paróquias é cada vez
mais nítido o desconhecimento dos leigos.
Tirando algumas poucas exceções, é cada
vez mais raro encontrar algum leigo que saiba qual é a hierarquia dos anjos ou
quais são as cinco vias para prova da existência de Deus.
Acredito que seja difícil encontrar até
quem tenha pleno conhecimento dos 10 Mandamentos da Lei de Deus.
Então, vemos que a ligação do leigo atual
com o sinônimo utilizado para definir alguém que não tem conhecimento sobre
determinado assunto não surgiu por acaso.
O mais estranho é termos caminhado para
este formato de leigos após o Concilio Vaticano II, o qual fez questão de
formalizar o papel do leigo na Igreja.
Costuma-se dizer com freqüência que, durante os
quatro últimos séculos, a Igreja foi exclusivamente “clerical”, por reação
contra a crise que, no século XVI, pretendera chegar à abolição pura e simples
da Hierarquia.
Este argumento está de tal modo longe da realidade
quando foi precisamente desde o santo Concílio de Trento que o laicato tomou
posição e progrediu na atividade apostólica.
Sendo assim, o que se tem observado é que
os leigos ainda estão confusos com relação a sua função na Igreja.
E diante desta confusão temos observados
alguns absurdo, como alguns que pretenderam igualar, nivelar, laicato e
sacerdócio.
E esta clericalização do laicato acaba
por fazer com que alguns leigos queiram ocupar o lugar do padre na paróquia.
Poder-se-ia afirmar que todos são igualmente chamados
ao apostolado na acepção estrita da palavra? Deus não deu para tanto a todos
nem a possibilidade, nem as aptidões. A vocação de apóstolos não se
destina portanto a todos.
É fora de dúvida que o apostolado dos leigos está
subordinado à Hierarquia Eclesiástica; esta é de instituição divina; não é
portanto possível independer dela. Pensar de outro modo seria solapar pela base
a rocha sobre a qual o próprio Cristo edificou a sua Igreja.
De maneira geral, no trabalho apostólico é necessário
que exista uma cordial harmonia entre Sacerdotes e leigos. O
apostolado de uns não é concorrência ao de outros.
As tarefas da Igreja são hoje demasiado vastas para
permitirem que as pessoas se entreguem a disputas mesquinhas.
E,
nas palavras do Papa Paulo VI: as
condições actuais exigem deles absolutamente um apostolado cada vez mais
intenso e mais universal.
Então,
o ideal seria assumirmos o verdadeiro papel de Leigo e deixamos o Clero assumir
seu real papel.
E
Nosso Senhor Jesus Cristo sendo a Cabeça da Igreja o Padre está na figura de
Cristo, fazendo de nós os membros deste corpo místico que não pode pretender
ser a cabeça se não tem vocação para tal.
Por
isto devemos respeitar a hierarquia constituída por Nosso Senhor e atender
nossa vocação de Leigos auxiliando, cooperando, servindo, trabalhando,
estudando, etc.
