A
CNBB instituiu o dia 08 de outubro como o dia do Nascituro (a criança que ainda
está no ventre materno). Também estabelecendo a primeira semana de outubro como
sendo a semana de combate ao aborto.
Diante
desta batalha assumida pela CNBB, os bispos da Regional Sul 2, reunidos em
Maringá-PR, em 30/09/2013, emitiram um comunicado com um firme posicionamento
pela vida humana e contra o aborto. Valendo salientar a efetiva participação de
nosso Bispo, o Reverendíssimo Dom Moacir José Vitti.
Dentre
os vários pontos importantes do comunicado, ressalto o seguinte:
"O ser humano, desde a fecundação e em todas as fases da vida, até seu fim
natural, tem direito a todos os cuidados por parte da gestante, da família, da
medicina e das autoridades políticas. A vida é única, original, sagrada, bem
primário e fundamental da sociedade."
A atitude de nosso pastor serve como exemplo e motivação para que nós possamos
também fazer nossa parte e também nos posicionar firmemente contra o aborto.
Com isto, poderemos afastar a legalização de crime horrendo que se aproxima de
nosso país.
Aproxima-se
a passos largos, sendo sistematicamente implantado no Brasil por meio de atos
ardilosos, escusos e sorrateiros.
Os
dois últimos presidentes (Fernando Henrique e Lula) contribuíram
significativamente no processo de legalização do aborto em nosso país, adotando
inúmeras medidas legais e administrativas para viabilizar a efetiva
legalização.
Prepararam
todo o terreno para que a presidente Dilma pudesse consumar a legalização,
tarefa que a presidente tem conseguido com esmero.
Recentemente
conseguiu sancionar o PLC 03/2013 que, na prática, legalizou o aborto.
O
projeto de lei tramitou em regime de urgência e, em um incrível espaço de um
pouco mais de dois meses, foi aprovado por unanimidade em votações relâmpago.
(Não acham curioso o fato de leis importantes para a população demorarem anos
para ser aprovadas e leis para facilitar o assassinato de crianças são
aprovadas em poucos dias?).
O
projeto tramitou sob os cuidados do sr. Alexandre Padilha (Ministro da Saúde do
governo da presidente Dilma), conseguindo a aprovação na Câmara e no Senado.
Com
isto, conseguiram realmente aprovar o PLC03/2013, o qual obriga todos os
hospitais a realizarem o procedimento, a qualquer tempo e mediante a simples
alegação da vitima de violência sexual.
Desculpe,
havia esquecido de comentar que, para não chamar a atenção para a tentativa de
legalizar o aborto, informaram que a lei era para atender as vitimas de
violência sexual. Algo muito importante de ser combatido, pois qualquer tipo de
violência deve ser combatido. No entanto, se realmente se almejasse o auxilio a
mulher, teriam destinado mais recursos para a polícia, ao invés de propiciar o
assassinato de crianças inocentes.
Continuando,
com a sanção da PLC 03/2013 a presidente Dilma não cumpriu a promessa que fez
durante as eleições, quando prometeu não implantar o aborto no Brasil.
Mas
enfim, é o que esperar do Partido dos Trabalhadores (PT), já que, juntamente
com o Partido Verde (PV), é abertamente comprometido com a legalização do
aborto, programa obrigatório de governo do Partido dos Trabalhadores.
Com
relação a esta afirmação, se preparem para ouvir alguns afirmando que não há
uma obrigação dos filiados ao PT de defenderem o aborto. Uma afirmação sem
qualquer cabimento.
Quem
em sã consciência se filiaria a algo que não concorda? Já imaginou alguém
filiado ao nazismo defendendo judeus?
Um
exemplo de que há a imposição da promoção do aborto é o caso do deputado Luiz
Bassuma, o qual foi condenado por unanimidade em razão de sua posição pública
contra o aborto, informação que pode ser facilmente comprovada em qualquer site
de busca.
Mas
a política não é a única forma de promover o aborto, também estão sendo
utilizados outros meios, como as novelas, por exemplo.
Recentemente
fui informado sobre um episódio da novela “Amor à Vida”, no qual ocorreu uma
deturpação e confusão de informações, tendo sido criado um cenário para
transmitir informações falsas.
Dentre
as informações falsas transmitidas estão: aborto clandestino é a principal
causa de mortes de mulheres no Brasil e o aborto é uma questão de saúde pública.
Quem
diz um negócio destes está muito desinformado ou realmente está de má-fé.
Vamos
aos dados oficiais, disponíveis no DATASUS/Ministério da Saúde:
Faleceram
no Brasil, em 2011 (último ano a ter os dados totalmente disponíveis) 504.415
mulheres. O número máximo de mortes maternas por aborto provocado, incluindo os
casos não especificados, corresponde a 69, sendo uma delas aborto dito legal.
Portanto, apenas 0,013% das mortes de mulheres devem-se a aborto ilegal.
Comparando, 31,7% das mulheres morreram de doenças do aparelho circulatório e
17,03% de tumores. Estes sim constituem problemas de saúde pública.
Ora,
a única coisa que se pode concluir com isto é que a intenção realmente é
induzir as pessoas a acreditarem em algo que não é verdade.
Por
que matar crianças inocentes e indefesas ao invés de realmente investir na
saúde da mulher? Não respondam ainda. Darei uma dica no decorrer do texto.
Mas
vamos analisar brevemente quem já está com as mãos mais sujas de sangue de
inocentes, a Espanha.
A
Espanha legalizou o aborto há 22 anos. E, para comemorar o “Aniversário da
Legalização”, em 2005 realizou uma avaliação do período. Constatando que o
aborto legalizado tinha se tornado a principal causa de morte humana, superando
as masculinas por outras causas quaisquer, inclusive por doenças, acidentes, suicídios
e homicídios, somadas às femininas por outras causas quaisquer, inclusive
doenças, acidentes, suicídios e homicídios.
Ou
seja, o aborto legalizado tem tudo para realmente se tornar um problema de
saúde pública.
Então
pensemos.
Para
que legalizar o aborto se não há problema de mulheres morrendo por abortos
clandestinos e se em um país desenvolvido o aborto legalizado se tornou a
principal causa de morte?
Você
acha que o SUS tem condições de realizar abortos?
Então
aqui vai a dica.
Planned
Parenthood Federation of America (PPFA) é a maior organização abortista do
mundo.
Em
publicação de seu relatório financeiro de julho de 2004 a junho de 2005
apresentou uma arrecadação total que chega a quase 900 milhões de dólares.
Lógico
que o relatório evita referir-se à quantidade de mulheres falecidas em suas
clínicas como conseqüência dos abortos praticados legalmente, mas com esta dica
é possível ter uma boa idéia de um dos motivos que devem ser considerados para
tentar entender o que levam alguns a promoverem incessantemente a legalização
do aborto.
Sendo
assim, ressalto que estamos diante da relativização do valor da vida humana,
onde uma mãe está sendo motivada a assassinar o próprio filho.
Diante
disto, lembro que nós católicos somos chamados a defender a vida, defender
crianças inocentes e indefesas, a auxiliar mães para que não matem seus filhos.
É
o momento de nós curitibanos começarmos a nos posicionar e demonstrar que somos
contra o aborto.
É
uma luta árdua, complexa, difícil, haja vista a força e a astúcia do inimigo.
Mas
juntos a Nosso Senhor, não precisamos ter medo, pois cairão mil a nossa
esquerda e dez mil a nossa direita e nós não seremos atingidos.
Encerro
aqui este texto na esperança de ter auxiliado no esclarecimento de alguns pontos
e na motivação da luta pela vida.
Que
Nossos Senhor Jesus Cristo não permita a legalização do aborto no Brasil e nos
auxilie no combate em favor da vida e da verdade.
"ESCOLHE,
POIS, A VIDA!" (Dt 30, 19)